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quinta-feira, abril 21

Boicote: Arezzo

Se existe um tipo de pessoa que eu não respeito, são as ignorantes. Em um mundo cercado de tecnologia, livros e notícias saídas do forno, é essencial estar bem informado e consciente do que e porque está comprando.
Estive planejando fazer esse post há algum tempo, mas faltaram-me oportunidades. Bem, isso até o início da semana, quando a Arezzo resolveu lançar a coleção de inverno intitulada como “Pele mania”. Essa, contava com peles de coelhos, raposas, cabras... E o couro! O que eu confesso, me deixou orgulhosa por sempre ter repudiado o fato de minha irmã ser uma cliente do tal circo de horrores.
Como membro do fã clube imaginário eu♥moda e defensora assumida e apaixonada dos direitos dos animais, fiquei extremamente indignada. Afinal, é inaceitável que uma loja desse porte seja tão ignorante a ponto de financiar um massacre desse tipo e incentivar seu público a apoiá-lo. Mas o que me irritou tanto quanto isso, foi o fato do público dar tamanha atenção para o uso de peles e esquecer que a Arezzo e tantas outras lojas, mataram milhares de animais todos esses anos! Afinal, couro não é feito de arroz.
E como blogueira, eu me vejo na situação de informar os meus leitores sobre essa desgraça. Portanto, peço a todos que leiam com atenção as próximas informações. Não porei fotos, apenas peço que leiam e se conscientizem.
Pele: Para a construção de um único casaco, é necessário arrancar a vida de algumas dezenas de animais. Esses são surpreendidos por armadilhas, afogados ou eletrocutados após serem tirados de seu habitat, filhotes e pais. Os poucos que conseguem escapar acabam morrendo por perda de sangue. Para executar as mortes sem danificar suas peles, os animais são mortos por gás, envenenamento por estriquinina ou tem seus pescoços quebrados. E em muitos casos o animal acorda e ainda está consciente enquanto está sendo esfolado. Parabéns Arezzo.

Lã e Seda: Alguns tipos de lã são da Austrália, onde ovelhas são criadas aos milhares. Os machos são castrados de uma forma cruel, quando têm entre duas e oito semanas de vida. São usados anéis de borracha que cortam o suprimento de sangue para os testículos. Muitas ovelhas morrem de exposição ao sol, frio ou chuva antes de completarem oito semanas. Na tosa, é necessário velocidade porque os tosadores são pagos por volume. As que conseguem sobreviver até a velhice, andam longos quilômetros a pé para serem embarcadas aos milhares em navios com destino à Ásia e África, onde são abatidas. Quanto a seda, o bichinho que a produz é fervido vivo para se separar do fio.

Couro: Bois, cabras, bezerros, vacas... Infelizmente, o mercado do couro já está quase impossível de parar e é incentivado por milhões de pessoas que custam a entender que existem couros sintéticos que “respiram” e são tão arejados quanto o couro. A diferença é que é impossível encontrar marcas de faca (do animal quando abatido), veias (porque ele costumava ser vivo), fogo ( marcas de identificação que o ser humano deveria experimentar) e outros riscos (chicote, arame farpado e etc.)!

Então, sejamos todos cidadãos conscientes e acima de tudo, humanos. Não apóie lojas desse gênero, existem muitos materiais e lojas boas que não necessitam do sofrimento alheio. Devemos lutar pelos direitos daqueles que não podem falar.


 Beijos daquela que fala.Eloize.